Guerra civil na Líbia é o conflito bélico que está em andamento no país do norte africano. Começou com uma onda de protestos populares com reivindicações sociais e políticas, iniciada em 13 de fevereiro de 2011 na Líbia. Faz parte do movimento de protestos nos países árabes em 2010 e 2011. Tal como na revolução na Tunísia e na revolução no Egito, os manifestantes exigiam mais liberdade e democracia, mais respeito pelos direitos humanos, uma melhor distribuição da riqueza e a redução da corrupção no seio do Estado e das suas instituições. O chefe de Estado líbio, Muammar Kadafi, também conhecido pelos nomes Gaddafi, Kadhafi e Qaddafi, é o chefe de Estado árabe no cargo há mais tempo: lidera a Líbia há 42 anos.

 

Para evitar o “efeito dominó” dos vizinhos Tunísia e Egito, o governo líbio reservou um fundo de vinte e quatro milhões de dólares no dia 27 de janeiro de 2011, para financiar a construção de habitações e desenvolver socialmente o país.

A maior parte da riqueza adquirida pela venda do petróleo líbio foi utilizada para a compra de armas, que, utilizadas pelo governo, servem para oprimir a população. De acordo com o Índice de Liberdade de Imprensa, a Líbia é o país com maior censura do norte da África. A Líbia foi suspensa do Conselho de Direitos Humanos da ONU por cometer violações aos direitos humanos no país, principalmente contra os opositores ao governo.

A intervenção militar na Líbia começou em 19 de Março de 2011, quando as forças armadas de vários países intervieram na Líbia como apoio à Guerra Civil contra o Governo de Muammar Khadafi e com o objetivo de criar uma zona de exclusão aérea no espaço aéreo líbio, seguindo a Resolução 1973 do Conselho de Segurança das Nações Unidas de 17 de Março de 2011. A zona de exclusão aérea foi proposta durante a Guerra Civil líbia, para impedir que a força aérea líbia atacasse as forças rebeldes.

A 12 de Março, a Liga Árabe pediu ao Conselho de Segurança das Nações Unidas para impor uma zona de exclusão. A 15 de Março, o embaixador libanês Nawaf Salam propôs o pedido como resolução, que foi apoiada pela França e o Reino Unido. A 17 de Março, o Conselho de Segurança votou a com dez votos a favor contra nenhum contra para aprovar uma área de exclusão área através da Resolução 1973. Houve cinco abstenções vindas do Brasil, Rússia, Índia, China (BRIC) e Alemanha.

Os Estados Unidos comandaram as operações militares até o dia 27 de março, quando passou formalmente o comando da operação para a OTAN.

EGITO

A Revolução no Egito em 2011, também conhecida como Dias de Fúria, Revolução de Lótus e Revolução do Nilo,foi uma série de manifestações de rua, protestos e atos de desobediência civil que ocorreram no Egito de 25 de janeiro até 11 de fevereiro de 2011. Os protestos, que derrubaram Mubarak, começaram no dia 25 de janeiro de 2011, inspirados pela queda do presidente da Tunísia. Com tal resultado, espera-se que a queda do regime do Egito abale outros governos autoritários do mundo árabe.

 

Os Conflitos e Crise no Egito em 2011 tiveram grande repercussão no Mundo – o Povo se reuniu e começaram as Manifestações populares contra a Ditadura – e após três semanas de Confrontos o presidente do Egito, Hosni Mubarak, de 82 anos, renunciou ao cargo – dia 11 de fevereiro. O presidente Mohammed Hosni Mubarak decidiu deixar o cargo de presidente da república e encarregou o Alto Conselho Militar de cuidar das questões de Estado.

O país será governado por um conselho militar. O conselho anunciou que pretende derrubar o gabinete de ministros de Mubarak, fechar as duas casas do Parlamento e governar diretamente com a Corte Constitucional. E ainda, os militares disseram que queriam que a população encerrasse os protestos de rua e voltasse para casa, e que não irá perseguir os “honrados cidadãos que rechaçaram a corrupção e pediram as reformas”.

Haverá uma Eleição para Presidente do Egito em setembro de 2011 – que será livre e democrática.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Origem do conflito:

Na sequência da violência nas universidades e liceus, e enquanto decorre uma investigação para determinar quem foi responsável por incitar os estudantes, decidiu-se parar todas as aulas em todos os estabelecimentos a partir 11/01/2011 (terça-feira).

Estes incidentes iniciaram-se em dezembro passado na localidade de Sidi-Bouzid, a cerca de 200 quilômetros a sudoeste de Tunes, onde um jovem de 26 anos, recém-licenciado em informática, chamado Mohamed Bouazizi, se imolou em protesto contra as autoridades, que o impediram de vender nas ruas, por não ter trabalho.

A morte de Bouazizi, que ainda foi levado para o hospital, mas não resistiu aos ferimentos, indignou os habitantes locais, e os protestos contagiaram outras cidades.

O desemprego galopante – que atinge de forma especial milhares de jovens que concluíram estudos superiores e não conseguem arranjar emprego – é apontado como outro dos ingredientes para o atual cenário de explosão social.

 

 

A alta instância das eleições preparou um calendário que fixa para 16 de Outubro a eleição da “assembléia constituinte”, anunciou o presidente da comissão eleitoral, Kamel Jendoubi, em conferência de imprensa. O dia 24 de Julho “não está no calendário”, garantiu no início de uma reunião com representantes dos vários partidos políticos tunisinos. Será a primeira vez que os tunisinos irão eleger livremente os seus governantes, depois de mais de 20 anos com Ben Ali no poder.

A marcação das eleições tem sido uma questão polêmica na Tunísia, onde vários partidos defendem que o escrutínio se deve realizar o mais cedo possível por recearem que o governo interino não cumpra as suas promessas de promover a transição para a democracia. O partido islamista Ennahda e o Partido Democrático Progressista defendem a realização das eleições a 24 de Julho, enquanto o Partido Comunista e dos Trabalhadores prefere ter mais tempo para a campanha e tem alertado para os riscos de uma eleição mal preparada.